Comprando gato por lebre

Embora hoje em dia o culto ao corpo seja comum, o excesso de peso ainda é realidade na vida de muita gente. Para dar fim ao problema, recorre-se a dietas de todo tipo, tratamentos estéticos, medicação para controle do apetite e os populares shakes, tão difundidos pela mídia e sempre apresentados como opções práticas, acessíveis e saudáveis. Para evitar enganos, é bom que se esclareça alguns pontos. Antes de decidirmos pela inclusão de qualquer alimento no cardápio, a primeira pergunta que devemos fazer é se ele de fato tem condições de suprir as nossas demandas nutricionais, que são inúmeras e precisam ser atendidas a cada dia.

Já sabemos hoje, que precisamos de algo em torno de 45 tipos diferentes de nutrientes, incluindo carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, minerais, fibras e outros menos conhecidos, mas igualmente necessários para que o nosso corpo funcione de forma perfeita. Numa situação de doença, a necessidade se amplia, pois o organismo precisa dar conta disso também.

Acontece porém, que qualquer coisa que prometa emagrecimento já chega com a vantagem de aceitação da maior parte das pessoas. Se for fácil de preparar e couber no bolso, aí nem precisa de argumento para convencer. Por fim, afirmando tratar-se de um alimento saudável, acreditamos que seria um descaso com a saúde, não incluí-lo no cardápio da família.

E como se toda essa estratégia ainda fosse pouco, uma figura famosa e bem sucedida é muito bem paga para afirmar em rede nacional que o produto de fato ajuda a emagrecer. Concordo, é difícil escapar disso.

Mas a verdade é que somente um cardápio composto por alimentos naturais, que ofereça frutas, legumes, verduras, grãos integrais, laticínios e carnes magras pode atender adequadamente as demandas nutricionais de um indivíduo. É a partir do momento em que o organismo recebe tudo o que precisa que ele deixa de disparar o sinal da fome, indispensável para se conter a ingestão alimentar, evitando o acúmulo de peso. Shakes são alimentos pobres em qualidade nutricional e nem de longe podem ser comparados a uma refeição e, por este motivo, não devem ser consumidos com frequência. O conhecimento liberta e, sem dúvida, evita que você saia por aí comprando gato por lebre.



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